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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CAPÍTULO 16 - Traição Dolorosa


Dois meses depois ...
Miley e Miguel haviam se aproximado cada vez mais durante esse tempo, consideravam-se amigos, mas Liam desconfiava, pois ela parecia mais feliz com Miguel do que com ele. Muita coisa tinha mudado e Nathan passou a se familializar com Miguel. As visitas que ele fazia á Miley eram frequentes e ela nem lembrava muito de Pedro e Elisa, isso chateava muito Liam, pois eles eram amigos desde pequenos.
Miguel fazia de tudo pra estar sempre perto de Miley e Nathan, ele amava ela profundamente, sentia fortes atrações pela beleza que ela possuía, mas agia aos poucos. Nathan era o seu passaporte pra ficar mais próximo dela, ele o mimava e fazia Nathan gostar dele, mesmo sem entender.
- Que foi ? – Pedro perguntou ao observar seu amigo cabisbaixo e mudo perto de uma doca na praia.
- Eu não sei mais o que eu faço ... Não sei mais se devo ficar calado ou se faço algo pra acabar com isso ... Eu não sei .. – Liam respondeu, deixando lágrimas escorrer de seus olhos. Nathan brincava na areia a sua frente.
- É sobre o Miguel né ?
- É cara ... Miley ta muito grudada com ele, o tempo todo ele mima o Nathan, enquanto eu trabalho eles saem juntos, almoçam juntos e como eu fico ?
- Conversa com ela brother, vai sofrer pela mulher que você conquistou ? Corre atrás do que é seu, faz alguma coisa.
- Ele é gente boa, mas ta demais já. Miley conheceu ele no aeroporto e desde então os dois vivem se falando por sms, celular, chat e essas coisas. Se eu peço pra sair com ela, ela recusa, mas se ele pede, ela vai. Nosso casamento ta esfriando e temos um filho juntos. Caralho. – Liam desabafou.
- Que barra ... Faz o que achar melhor Liam, você é inteligente e eu nunca fui com a cara desse Miguel ... Pra mim ele ta é querendo tirar ela de você, fica esperto.
- Vamos ter que conversar sobre isso.
- Isso ...
- Já disse que te amo Pedro ? É o melhor amigo que tive em toda a vida, apesar de não ter vivido muito até hoje. O único em quem confio.
- Também te amo, amo muito. – Disse Pedro.
Liam foi pra casa já á noite, pensando no que deveria fazer, Nathan segurava sua mão caminhando ao seu lado e o puxando para correr atrás dele. Liam olhava seu filho, lembrando da noite mais importante de sua vida, o dia em que o concebeu junto da mulher que mais amava e admirava nesse mundo, lembrando que naquela noite ela havia aceitado seu pedido de casamento e que prometera te amar pra sempre. Pensou em seus pais, como estariam nesse momento, sentindo falta de tê-lo com eles, em Lívia, sua irmã, imaginou como ela estaria bonita, se já namorava ou não. Lembrou da infância maravilhosa que teve junto de Pedro e outros amigos que não os vira desde o colegial. O parto de Miley, lembrou de como ela clamava por ele estar ali segurando sua mão, da dor na qual ele não pode sentir, mas suas lágrimas expressaram a alegria de ter nascido Nathan, uma criança maravilhosa, linda, inteligente, meiga, fofa, agradável, saudável, dos olhos azuis e cabelos enrolados. Lembrou da reação de seus sogros ao saberem da notícia da gravidez de Miley, lembrou de tudo que havia sido importante, estava determinado a não perdê-la, a lutar por ela.
- Você me ama ? – Perguntou Liam já em casa.
- Mas ... por que ta perguntando isso ? – Miley estava confusa.
- Não temos mais aquele afeto de antes, lembra ?  Você nega sair comigo Miley, qual seu problema ?
- Liam ... que isso amor ? Eu te amo mais que tudo.
- Por que vive grudada com o Miguel ? Eu sei que ele é legal com você e com o Nathan, mas eu não agüento mais, não quero ele aqui em casa, isso ta acabando comigo.
- Mas ... – Ela disse.
- Mas nada, ele não entra mais aqui, certo ? Não quero perder você nem meu filho para um homem que eu nem conheço, não posso deixar isso acontecer. – Ele falou, um tanto calmo.
- Você ta bem ? Seus olhos tão meio inchados. – Miley disse ao se aproximar.
- To sim. – respondeu ele.
- Perdão. – Ela o beijou suavemente, segurando seus braços e encostando sua cabeça no peitoral dele. Liam beijou sua testa. – Nathan ficou bem ?
- Sim, brincou tanto que cansou e dormiu no meu colo voltando pra casa.
- Vamos ter uma janta só nossa ? Preparei pra nós dois. – Disse Miley, mostrando a tigela de nhoque que havia preparado.
- Uaaaaaaaal, tenho uma esposa prestativa ? Que maravilha.
- Sempre teve e sempre vai ter. – Ela disse rindo ao despejar o arroz em outra tigela. – E hoje vamos tomar suco natural de laranja e comer salada, pois precisamos de uma alimentação saudável. Pena Nathan ter dormido, aposto que ele nem comeu nada.
- Que maravilha. Ele só comeu batatinhas na praia e os pés estão encardidos. – Liam disse.
- Leve-o pra cama enquanto eu termino aqui ?
Liam levou Nathan até seu quarto e o colocou para dormir, o cobrindo e beijando sua testa. Estava mais feliz por Miley ter aceitado a proposta, confiava mais nela. Nathan estava com um ano e oito meses e seus pais já estavam organizando sua festa de dois anos. Os dois jantaram juntos, numa noite linda.
- Ta uma delícia. Eu amo sua comida. – Liam elogiou Miley, ela sorriu e o beijou.
- Obrigada ! ... Preciso contar que convidei Miguel pra festa do Nathan. Eu sei que foi errado não ter falado com você, mas o que eu vou falar pra ele ? Que ele não pode ir ? – Ela perguntou confusa.
- Não deveria fazer isso sem me consultar, o filho também é meu. – Disse ele com raiva.
- Sei que foi errado, mas é que passamos o dia todo falando de família e acabei soltando.
- Você, como uma mulher casada, não deve sair com outros homens, deve sair comigo, ficar comigo, me acompanhar onde eu for.
- Eu sei  amor ... Desculpa, desculpa mesmo.
- Não toca no assunto da festa com ele. Se for pra encontrar com ele, que seja na rua, não quero esse cara dentro da minha casa. Entendeu ? Não com meu filho, não com minha mulher. A partir do momento em que a gente casa, a gente tem que se amar e se respeitar, tornando um propriedade do outro. Você e Nathan são sangue do meu sangue agora, assim como todos os filhos que a de vir. – Afirmou Liam.
- Quer mesmo ter mais filhos ? Você não sabe como é a dor do parto. – Ela disse assustada.
- Nunca vou saber, meu trabalho é te mimar, segurar sua mão e amenizar a dor. Eu quero ter mais filhos sim, já te disse isso, quero uma casa cheia. – Liam acariciava as mãos dela.
Os dois foram pro quarto, tomaram banho juntos silenciosamente. Deitaram pra assistir um filme, escolheram Juntos Pelo Acaso. Miley permanecia com a cabeça sobre o peito dele como de costume, ele acariciava seus cabelos com os dedos, fazendo cachos e soltando. Cansados, pegaram no sono antes do filme acabar.
 Ao acordar, Nathan levantou-se do berço sozinho e começou a tagarelar sozinho, Miley e Liam logo ouviram a voz doce dele e foram para o quarto observar o que estava acontecendo. Viram que Nathan segurava uma foto da família, onde continha os avós, os pais e ele, todos abraçados e Nathan sozinho mostrava quem era cada um que estava na foto e falava nitidamente. Ele dizia “papai, mamãe, vovó, vovô, neném”  e seus pais ficaram de boca aberta ao ouvir aquilo.
- Meu Deus, como você é inteligente, filho. – Miley disse ao beija-lo na testa. – Aprendeu tudo sozinho ?
- Ele escuta nossas conversas o tempo todo, crianças não tem preocupações, então tudo que elas escutam ficam guardadinho na mente. – Explicou Liam.
- Devemos por ele numa escolhinha pra que eu possa trabalhar e ajudar nas contas da casa. – Ela disse.
- Quer mesmo ? E a faculdade ? – Liam perguntou.
- A prova é daqui á vinte dias, se eu passar e estiver trabalhando, eles vão me colocar pra estudar a noite, não vai afetar em nada.
- Vamos ter menos tempo juntos e menos tempo com o Nathan.
- A gente arruma tempo pra tudo. – Disse Miley e o beijou.
Liam foi trabalhar, Miley ficou em casa cuidando de Nathan. Passou a tarde com ele, brincando e ensinando novas palavras. Os dois almoçaram juntos, mãe e filho e ela o levou para passear num parque perto de casa. Nathan correu para todos os lados atrás de pombas e cantarolando músicas que ele mesmo inventava e ninguém mais entendia. Voltaram pra casa, Miley deu banho em Nathan e o fez dormir. Procurava, cuidadosamente algum emprego na internet, quando a campainha toca:
- O que você faz aqui ? – Perguntou Miley ao abrir a porta. – Eu já disse que Liam não quer você aqui. Por favor, vá embora. – Ela o afastou com a mão e encostou a porta.
- Vim te ver. – Miguel disse, colocando as mãos sobre a porta e dando um passo pra dentro da casa dela. – Qual é Miley ? Eu sei que você sente minha falta, nossa amizade tava indo tão bem, por que ta me afastando de você ?
- Não é isso Miguel, eu não quero ... – Ele a beijou, segurando sua cabeça com força e agarrando-a pela cintura.
Miguel empurrou a porta com o pé e andou com o corpo de Miley, posando-o no sofá. Ela retribuía os beijos e se deixava levar pela tentação. Miguel era um homem bonito, um ano mais velho que Liam, elegante, moreno, sarado, dos dentes brancos e olhos verdes. Miley realmente não resistia aos encantos daquele homem, mas amava Liam mais que tudo. Não entendia porque estava fazendo aquilo, mas gostava de como Miguel a segurava. Era mais selvagem que Liam e naquele momento ela não queria parar. A forma como ele a beijava, sugava sua nuca como um vampiro, tocava seu corpo que o fazia arrepiar. Os beijos constantes desceram para os seios e sem que ele pedisse, Miley desabotoou a blusa e arrancou o sutiã, ele puxou o short e arrebentou sua calcinha com as mãos. Ele fez o mesmo, se deixavam levar pelo momento, não se importavam com as horas, nem se Nathan pudesse acordar, mas não durou por muito tempo.
Liam havia saído mais cedo do serviço com intenção de chegar em casa e levar a mulher e o filho para jantar fora, mas ao abrir a porta de sua casa, deparou-se com a situação frustrante e arrepiadora em que Miley e Miguel se encontravam. Seus olhos encheram de lágrimas, mas a raiva de ver as mão de Miguel sobre o que era seu, fez ele enxugar as lágrimas que ainda não havia escorrido e avançar pra bater em Miguel. Liam puxou ele de cima dela e deu socos fortes em seu rosto, gritava feito um louco, chutando Miguel desesperadamente. Miley cobriu o corpo nu com uma almofada e passou as mãos sobre o cabelo, arregalando os olhos assustada. Imaginou sua vida indo por água abaixo, queria chorar de arrependimento. Ela tremia de nervoso e ouviu o choro de Nathan no quarto. Levantou-se pra buscá-lo, mas Liam a empurrou de volta no sofá, correu pro quarto de Nathan e deixou Miguel estirado, sangrando sobre o chão. Pegou Nathan nos braços, e saiu de casa com ele.
- Onde você vai com o Nathan ? – Perguntou ela, ainda trêmula.
- Não interessa, ele é meu filho e não merece uma mãe vagabunda que transa com qualquer um. Eu te amava mais que tudo nessa vida Miley e você fez isso comigo ? Nunca tive cabeça pra pensar em ficar com outra pessoa, nunca. – Ele gritava e lágrimas escorriam de seus olhos compulsivamente.
- NÃO, NÃO FAZ ISSO. – Ela gritou, tentando impedir. - Perdão, por favor me perdoa. Foi um momento, eu juro que ...
- Não acredito em nada que vier de você. A única coisa importante que você me deu foi o Nathan, mais nada. Pensei que teríamos mais filhos, pensei em tantas coisas pro nosso futuro ... Não dá mais. – Disse ele saindo e fechando a porta.
Ela chorava compulsivamente, Nathan não tinha culpa de nada. Ajoelhou-se no chão e queria acabar com a própria vida. Miguel levantou-se e perdoou-se pelo acontecido, ela queria esquecer aquilo e o mandou embora, sangrando e todo machucado.
- Vá embora, por favor vá embora.
- Tudo bem. Me perdoa ? – Perguntou ele.
- Não há do que perdoar. Eu me deixei levar por você, eu sou a errada, burra, ordinária.
- Não fala assim, vai ficar tudo bem. Eu volto pra te ver. – Disse Miguel ao passar as mãos sobre a cabeça dela.
Liam havia colocado Nathan no carro, sem prendê-lo na cadeirinha. Saiu cantando pneu e chorando ao dirigir, falando com si próprio, ou com Nathan, que não entendia nada. Seu rostinho apresentava sono e estava assustado. O carro fazia zig zag nas ruas e Nathan rolava de um lado pro outro, batendo o rostinho nas portas. Liam ligou o rádio e começou a gritar cada vez mais, Nathan chorava sem parar, queria estar seguro, mas mal conseguia expressar algo, tinha apenas um ano e nove meses. Liam entrou em um viaduto, estava sem rumo, acelerou o carro e passou dos limites permitidos, estava á 120 km/h numa pista onde a máxima era 60 km/h. Sua cabeça estava tão quente, sentia o peso da raiva, do ódio em que sentia e não viu a curva, era tarde pra frear, Liam arregalou os olhos e soltou o volante, o carro bateu na parede da pista, voou e capotou cinco vezes, descendo o barranco extremamente desgovernado.  Liam permanecia preso ao banco, mas Nathan já não estava mais lá, o trânsito estava grande pela quantidade de curiosos que paparam pra ver o que tinha acontecido. Em instantes a ambulância, polícia, resgate e até o corpo de bombeiro estavam lá, socorrendo as vítimas. Liam acordou lentamente, enquanto era retirado das ferragens e perguntou de Nathan, tentava gritar o nome do filho, mas o impacto da batida  fazia dele um quase mudo. Foi colocado na ambulância e observara o corpo de Nathan ao seu lado, em outra maca, todo ensangüentado, com aparelhos respiratórios e outros controlando sua pulsação. Um médico tentando faze-lo acordar. Seu coração acelerou, estava pouco machucado, esticou a mão e tocou a  de Nathan com força e mesmo que ele não pudera responder, dizia “eu te amo, eu te amo”. Liam fechou os olhos, sentiu a mão fria e inchada do filho pequeno, sentiu extremo remorso, sentiu a dor no coração de ter causado aquilo com seu filho, imaginou como Miley reagiria ao vê-lo daquela forma, ela nem sabia o que havia acontecido. Queria cavar um buraco na terra e se enterrar lá, queria fugir da culpa, queria voltar atrás e ter deixado Nathan no berço, por mais que Miley tenha feito algo errado com ele, Nathan não tinha culpa, ele deveria ficar com a mãe.
A pulsação de Nathan diminuía cada vez mais, ele havia sofrido um traumatismo craniano, foi jogado para fora do carro conforme capotou, não parecia a mesma criança, feliz, alegre, linda que ele via todos os dias. O médico desesperadamente fazia respiração boca a boca. O barulho do aparelho que controlava os batimentos cardíacos de Nathan indicava insuficiência respiratória, ele já não conseguia respirar. O motorista da ambulância ligou a sirene, mas não deu tempo, ele havia falecido ali mesmo, no caminho em que poderia salvar sua vida. Chegou ao hospital sem sinal de vida, tentaram de tudo, mas ele era pequeno demais pra um impacto tão forte. Tinha lesões no corpo todo, estava inchado, avermelhado e cheio de cortes. Foi uma pena, uma dor imensa pra Liam que tentava sair da maca e abraçar o filho. Ele gritava e se batia, xingava a si mesmo e chorava, chorava.
Pedro, Elisa e outros amigos de Liam, não sabiam o que estava acontecendo, mas recebeu um telefonema da assistência social. Uma voz doce e feminina conversou com ele, explicando que não havia encontrado nenhum outro contato em que pudesse enviar a notícia e que o número de Pedro foi o mais fácil que eles puderam encontrar dentro do carro de Liam. Contou a ele que seu amigo havia sofrido um acidente de carro e que uma criança pequena estava com ele e havia falecido. O coração de Pedro congelou, Elisa perguntava o que havia acontecido, mas ele não teve reação. Desligou o telefone e correu pra casa de Miley. Elisa foi atrás.
- Miley, Miley ... – Gritava ele ao bater na porta. Ela atendeu chorando.
- O que foi ? Eu não to bem, Liam levou Nathan com ele, me pegou transando com o Miguel e fugiu com meu filho.  – Disse ela derramando lágrimas.
- Você transou com Miguel ? Meu Deus ... – Disse Elisa ao colocar as mãos sobre a boca.
- Ele levou Nathan com ele ? – Pedro perguntou desesperado.
- Sim, infelizmente. – Ela disse. – Preciso saber onde ele ta ... quero meu filho de volta.
- Olha ... acabei de receber uma ligação da assistência social do hospital aqui da cidade e ... – Ele segurou a mão dela, enquanto Elisa respirava fundo, sem saber do que se tratava. – Encontraram meu número em algum lugar do carro do Liam, não entendi bem, mas ela me disse que a criança que estava no carro com Liam, havia sido jogado pra fora do carro e que você precisa ir pra lá, agora.
- O NATHAN ? – Gritou ela, tremendo. – O meu filho ? Mas Pedro, eles sofreram um acidente ?
- Sim Miley, pelo o que eu entendi o carro capotou e Nathan não estava preso a nada e ... – Ele não agüentou e começou a chorar. Ajoelhou-se aos pés dela, deixando a lágrima escorrer, Elisa tremia na porta, esfregando as mãos, sabia que a situação estava tensa.
Miley chorou, abraçou Pedro, ela ainda não sabia da morte de Nathan, talvez imaginasse que ele tivesse apenas sofrido um acidente. Os três foram para o hospital, chegaram lá desesperados, mal arrumados, gritando por informações sobre os dois. Quando a assistente social chega pra conversar com Miley, ela diz:
- Você é a mãe do menininho né ?
- Sim, cadê ele ? Ele ta bem ?
- Senhora, seu filho faleceu. – Disse a moça, com aparência forte, mas tinha que contar.
Miley caiu no chão, gritando, chorando desesperadamente. Estendia as mão e pedia socorro, seu rosto aparentava sofrimento. Pedro e Elisa abraçaram ela, também aos prantos. Não conseguiam imaginar Nathan morto, não sabia como Liam tinha feito aquilo, não tiveram tempo pra batizá-lo, aproveita-lo. Aquela criança linda já não estava mais ali, a dor era tão grande, não se conformavam. Pedro segurou Miley nos braços e deu água pra ela, umas enfermeiras tentaram acalmá-la, mas ela só chorava e perguntava “por que ?”. Queria ver seu filho, queria ver como ele estava, sentia-se culpada, mas não admitia perder seu maior tesouro, o amor de sua vida, a criança na qual ela havia carregado, dado a luz e amamentado. Foi induzida por calmantes e dormiu, com a cabeça sobre as pernas de Pedro.

10 comentários:

Meu deus '0' , quero mais kkkk

MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU DEUS!
eu não vejo a hora do proximo capitulo, ta muito legal!
nossa, gente que coisa x.x
MEU DEUS... estou sem palavras.

"não tiveram tempo pra batizá-lo" mas a criança já tinha quase 2 anos certo? como não tinha sido batizado ainda? tente tomar cuidado com esses detalhes

hahaha, nem sempre a criança precisa ser batizada nos primeiros anos de vida. Minha irmã foi batizada com 3 anos e meu primo com 7, meu irmão tem 1 ano e ainda não foi batizado. Eu conto a história da forma que eu conheço o mundo, do jeito que vem a minha mente, não é um problema, você deveria entender.

Em outro capítulo, acho q o 14, Miley e Liam convidou Elisa e Pedro para batizarem o Nathan, mas iam fazer isso depois do aniversário de 2 anos dele, que infelizmente não vai acontecer pq ele morreu.

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